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Florianópolis

Prefeitos e secretários debatem pautas urgentes em Florianópolis

O encontro de governantes municipais discutiu, entre outros assuntos, estratégias políticas para as eleições de 2020

23/03/2020 16h15
Por: Redação
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O encontro de governantes municipais discutiu, entre outros assuntos, estratégias políticas para as eleições de 2020
O encontro de governantes municipais discutiu, entre outros assuntos, estratégias políticas para as eleições de 2020

Diante do aumento no número dos casos de coronavírus no país, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) modificou a programação da 77ª Reunião Geral de Florianópolis (SC), concentrando todas as discussões da Plenária de Prefeitos. A motivação não foi alardear, mas sim facilitar o retorno daqueles prefeitos que tinham a necessidade de tratar do assunto em suas cidades. Na sexta, 14, as atividades técnicas continuam pela manhã.

Além do novo coronavírus e seu impacto na economia, o encontro de governantes municipais discutiu, entre outros assuntos, estratégias políticas para as eleições de 2020 e pautas prementes para o desenvolvimento das cidades. A pouco menos de sete meses para o pleito eleitoral, mais de 50 prefeitos conversaram sobre suas presenças nas redes sociais e nas ruas. Ações de comunicação voltadas a apresentar resultados obtidos na gestão foram apontadas como um caminho importante para a reeleição.

Em consonância com o que foi apresentado no primeiro painel que tratou de aspectos jurídicos, midiáticos e políticos das eleições, o prefeito de Aracaju/SE, Edvaldo Nogueira, defendeu que ter propostas para as cidades e mostrar resultado de boas gestões será um “antídoto contra os outsiders”. “A população quer mais ação do que conversa, mais resultado do que debate”, disse o governante, que tentará a reeleição.

Nesse sentido, o cientista político Alberto Carlos Almeida falou sobre o “fantasma do novo na política”. Fakenews e desconstrução da imagem também estiveram em debate levantado pelo jornalista especializado em marketing político, Marcos Martinelli, que entregou um kit de comunicação para os prefeitos.

Também novidade na pauta do mundo todo, para além dos impactos na saúde pública (leia mais), o cornavírus, declarado ontem, dia 11, como uma pandemia, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), já está demonstrando impactos na economia. De acordo com o consultor econômico da FNP, Kleber Castro, será uma política fiscal anticíclica. “Há recomendações do FMI para países passarem a adotar política fiscal de expansão de gastos em saúde, para conter o avanço da epidemia e diminuir o pânico generalizado”, falou.

Para o economista, a situação é crítica e pode resultar em quebra de empresas, principalmente pequenas e medias, que geram mais de 50% dos empregos formais no Brasil. “É preciso implementar pesquisas e políticas nesse sentido”, indicou.

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